Quem sou

Uma trajetória sobre caber, recomeçar e voltar inteira.

A visão de liderança que sustento hoje não nasceu de um cargo. Nasceu da combinação — nem sempre confortável — entre carreira, estudo e vida.

Passei muitos anos acreditando que amadurecer era aprender a caber.
Retrato de Georgia Herrera

Cresci profissionalmente dentro da área da saúde. Foram mais de vinte anos assumindo responsabilidades cada vez maiores — equipes, operações, transformação organizacional. Hoje respondo por 25 unidades e mais de 300 profissionais, mas a forma como enxergo liderança foi construída muito antes do cargo.

Sou farmacêutica, com formação multidisciplinar em gestão, inovação, saúde, experiência do cliente e comportamento humano. A ciência me deu método. A gestão me deu escala. O que me manteve em movimento foi outra coisa: uma curiosidade insistente sobre o que faz, de fato, um grupo de pessoas prosperar em conjunto.

Decisões técnicas raramente são apenas técnicas. Passam por hierarquias, medos, silêncios. Foi essa percepção — repetida em contextos muito diferentes — que me aproximou do estudo do comportamento humano aplicado à liderança.

Nenhuma conquista compensa quando exige que a gente deixe de ser quem é.

Em paralelo à carreira, precisei reconstruir partes importantes da minha própria vida. Não cabe aqui contar quais. Cabe reconhecer que existiram — e que moldaram, em silêncio, a forma como entendo hoje o que é liderar.

Foi ali, mais do que em qualquer curso ou promoção, que percebi uma coisa simples e desconfortável: existe um custo invisível em toda conquista que exige que a gente se encolha para permanecer no lugar. Não no trabalho. Não nos relacionamentos. Não na liderança.

Deixei de tentar caber. Passei a observar, com menos pressa, o que acontecia à minha volta quando as pessoas podiam, enfim, aparecer inteiras.

Foi assim que cheguei à visão que sustento hoje. Liderar não é controlar pessoas. É construir ambientes em que elas não precisem deixar de ser quem são para contribuir. Onde divergir seja seguro, pensar em voz alta seja bem-vindo e desempenho não seja o oposto de humanidade.

É disso que trata a liderança consciente, do jeito que a entendo: menos performance de autoridade, mais responsabilidade sobre o clima que se cria.

Meu trabalho, hoje, é traduzir ciência, comportamento humano e mais de duas décadas de prática executiva em ideias aplicáveis para líderes que querem construir culturas de confiança, aprendizagem e alta performance.

Formação

Um repertório construído em camadas

Formação multidisciplinar em gestão, inovação, saúde, experiência do cliente e comportamento humano.

  • MBA em Gestão, Inovação e Serviços de Saúde

    PUCRS

  • MBA Executivo em Management

    FAE

  • Pós-graduação em Gestão Empresarial da Saúde

    PUCPR

  • Customer Experience Specialist (CXS)

    CX University

  • MBA em Neurociência e Comportamento Humano

    Conquer · em andamento

Na conversa

Onde essa trajetória já foi contada

Vinte e um anos entre experiência do cliente, gestão, operações e pessoas. Participações externas registram partes concretas desse percurso — o mesmo que hoje sustenta minha leitura sobre liderança.

Talvez a pergunta mais honesta que um líder possa fazer não seja como fazer as pessoas entregarem mais,mas o quanto elas ainda precisam se encolher para permanecer ao seu lado.

Continue explorando

Se esta visão de liderança faz sentido para você, é aqui que ela ganha forma.